Endereço: Travessa do Touro n. 50 Vila Nhanhá Campo Grande-MS

 Ginásio Poliesportivo Avelino dos Reis -  Guanandizão - CEP: 79081-315

 CNPJ: 07.860.116/0001-40

 Fones: 67. 3382.5401 / 9996.9432/ 8131.8027

 

 

 

ADD oferece aos seus atletas as seguintes modalidades paralímpicas:

Atletismo

O atletismo é uma das modalidades de ponta do esporte praticado pelas pessoas com deficiência. É um dos que reúne mais participantes em suas diferentes provas.

As provas são agrupadas nos blocos tradicionais de corridas, saltos, lançamentos, pentatlon e maratona.

No programa das competições estão excluídas as provas de corrida com obstáculo, salto com vara, marcha atlética e lançamento de martelo, sendo acrescentada uma prova de club (massa de GRD), praticado pelos atletas com maior comprometimento motor.

Nas provas de pista, os deficientes visuais totais B1, e os deficientes visuais B2, podem correr com guia ou com treinador que, claramente identificado, dirigi-se ao atleta com voz ou através de palmas. Neste caso solicita-se silencio aos expectadores afim de não prejudicar a orientação do atleta. Para os atletas com deficiência visual leve B3, os mesmos competem sobre as regras da IAF - International Athletic Federation, sem nenhuma alteração.

Nos revezamentos das provas em cadeira de rodas; o revezamento e feito quando o atleta, toca o atleta de sua equipe dentro da zona de passagem, utiliza-se nas provas de cadeiras de rodas (revezamentos) duas raias para cada equipe. Nas chegadas das provas em cadeiras de rodas, deve-se observar a passagem do primeiro ponto da roda dianteira da cadeira que tocará a linha de chegada e não, o pé ou parte de corpo do competidor.

As provas de lançamentos, estão sujeitas as regras da IAF, observando-se as modificações concedidas pelas entidades do desporto para deficientes.

Treinos na ADD: Segunda, quarta e sexta no ginásio Guanandizão no período da manhã. 

 

Bocha Adaptada

As primeiras competições de bocha adaptadas no campo da deficiência aconteceram na Dinamarca em 1982.

Existem diversas versões sobre a origem do jogo do bocha. Uma delas, se remota aos romanos. Outras situam sua origem na época mais tarde no século XVI, na península itálica. Também há quem atribua uma origem francesa, com a derivação do jogo da petanca.

Jogar bocha, consiste em lançar bolas adaptadas fabricadas com areia e revestimento de pelica que se adaptam a empunhadura dos praticantes que iveram a causa de sua deficiência na paralisia cerebral. As bolas de bocha são construídas nas cores azul e vermelha, durante o jogo o atleta deverá ter como objetivo lançar seus bochas com intenção de que aproximem máximo possível da bola branca que será o ponto para aproximação das outras bolas. A bocha se pode jogar individualmente, em par ou por equipes. A grande diferença dos outros esportes é que em todas se permite provas mistas.

Se a partida é individual se jogam que de acordo com as regras da CP-ISRA Cerebral Palsy - International Sport and Recreation Association, só participam dessas modalidades pessoas portadoras de paralisia cerebral severa nas classes C1 e C2 de ambos os sexos, portadores de deficiências degenerativas severas com comprometimento nos quatro membros e atletas com tetraplegia acima ou através da vértebra C5. quatro parciais ou sets, e se a partida é por equipe se jogam seis. As equipes são formadas pôr três jogadores.

Em MS esta modalidade é praticada desde 1997 e desde sua implantação em Campo Grande, vem tendo significativo desenvolvimento.

A ADD em parceria com a Fundesporte e o Comitê Paralímpico Brasileiro fez ações de divulgação da modalidade em diversos municípios de Mato Grosso do Sul. Hoje, a para bocha é praticada em Campo Grande e em mais 9 municípios: Aquidauna, Bonito, Dourados, Maracajú, Paranhos, Rio Negro, Sidrolânida, Tacuru e Três Lagoas.

Treinos na ADD: terça, quarta e quinta-feira no Sesc Camilo Boni no período da tarde, e terça e quinta no ginásio guanandizão de manhã. 


Futebol de Sete PC

O Futebol de Sete é uma modalidade futebolística que se disputa nos jogos paralímpicos no qual participam atletas com paralisia cerebral.

O regulamento apresenta algumas variações no que diz respeito as normas da FIFA. Cada equipe é composta de sete jogadores, as dimensões do campo são de 75 x 55 cm com balizas de 5 x 2m e a marca de pênalti situada a 9,20 m. A duração da partida é de 60 minutos dividido em dois tempos de 30 minutos com intervalo de 10 minutos.

Os jogadores de futebol de sete pertencem às classes menos afetadas pela paralisia cerebral. Em todas as equipes tem que haver um jogador da classe C5 ou da classe C6 que são as mais afetadas da classe dos andantes. Se não houver jogador dessas classes quando da substituição durante o jogo, a equipe jogará com seis jogadores.

Nesta modalidade, não haverá regra do impedimento e a cobrança do lateral poderá ser feita com uma das mãos somente, desde que, a bola toque o solo antes do contato com qualquer atleta ou, se o atleta optar em fazê-lo do modo convencional do acordo com a regra.

Treinos na ADD: Segunda, quarta e sexta e sábado no ginásio Guanandizão no período da manhã. 

Natação

A natação é uma das modalidades esportivas com mais tradição dentro do campo do esporte para pessoas com deficiência, e que foi introduzida como esporte de competição após a segunda guerra mundial.

Atualmente é uma modalidade com mais participação e, destacam os recordes mundiais que obtiveram os nadadores cegos, por que não estão distantes dos recordes absolutos nas provas dos atletas sem deficiência.

Para adaptar a competição aos nadadores com incapacidade, cada uma das quatro federações internacionais (CP-ISRA, ISOD, IBSA, ISMWSF). elaboraram seus próprios regulamentos que incorpora normas específicas para os diferentes tipos de deficiência.

No caso dos atletas  com deficiência física as diferenças mais significativas básicas são na adaptação das normativas de correção de estilos e nas saídas e viradas em função das deficiências. de acordo com a deficiência é permitido sair do bloco ou do interior da piscina.

Nas provas dos deficientes visuais é permitido avisá-los da proximidade da virada ou da saída do bloco, mas não verbalmente. Os competidores B1 são obrigados a usar óculos opacos para competir. Caso a prova na mesma raia sempre que a mesma esteja livre. Em caso contrário, o técnico pode indicar verbalmente que troque de raia.

Tempos atrás natação para atletas com deficiência desenrolava-se em duas competições paralelas, a dos deficientes visuais (B1, B2, B3) e para os deficientes físicos, utilizando-se o símbolo S1 a S10 para as provas de estilo livre, costas e golfinho e SB1 a SB10 para estilo de peito. Atualmente os portadores de deficiência visual competem nas classes B11, B12, B13 e os deficientes mentais se agrupam na classe B14, facilitando assim a identificação do tipo de deficiência.

Distribuídos de acordo com o grau de deficiência, os atletas com deficiência  visual ficam assim classificados:

B11 - Ausência da percepção de luz nos dois olhos.
B12 - Capacidade de reconhecer a forma de uma mão.
B13 - Campo visual reduzido, mas com bastante visão.

Os atletas com deficiência física participam nos seguintes grupos:

S1 - Afetação muito grave de tronco e nas quatro extremidades.
S2 - Afetação grave de tronco e nas quatro extremidades.
S3 - Afetação de tronco e extremidades superiores e afetação grave de extremidades inferiores.
S4 - Afetação de tronco e afetação grave de duas ou mais extremidades.
S5 - Afetação de tronco e duas ou mais extremidades.
S6 - Afetação leve de tronco e afetação de duas ou mais extremidades.
S7 - Afetação grave de duas extremidades.
S8 - Afetação de duas extremidades, afetação grave de uma extremidade ou afetação grave de diversas articulações.
S9 - Afetação de uma extremidade ou diversas articulações.
S10 - Afetação leve de uma ou duas extremidades ou comprometimento leve de uma ou diversas articulações.

Treinos na ADD: Segunda, quarta e quinta no Clube União dos Sargentos (em frente Praça das Araras) 

Tênis de mesa

O tênis de mesa é jogado nas categorias em cadeira de rodas ou em pé, masculino e feminino. Fazendo parte dos jogos paralímpicos desde 1950 em Roma, o tênis de mesa tem a sua regulamentação similar ao Tênis de Mesa tradicional, apenas com algumas variações quando jogado na modalidade em cadeira de rodas.

Em suas variantes, no serviço individual não existem modificações, mas a bola deve sair da linha de fundo do sacador e não pelas laterais, sendo este saque, somente permitido no jogo de duplas. Nos jogos de duplas, após o serviço qualquer jogador poderá golpear a bola, desde que as cadeiras não ultrapassem o prolongamento da linha imaginária central da mesa.

É permitido ao jogador apoiar-se na mesa desde que esta não se mova, e permitido somente para recuperar o equilíbrio.

A classificação para elegibilidade ao jogo do tênis de mesa, é dividida em classes de acordo com o grau de deficiência. A competição é dividida em provas masculino e feminino por equipes, individuais e open.


Polybat (variação do tênis de mesa)

O Polybat, ou tênis de mesa lateral como também é conhecido, é uma nova prática esportiva e foi criado na Inglaterra em meados dos anos 80. A atividade surgiu como uma alternativa recreativa para aqueles que não possuíam o perfil da bocha e não conseguiam praticar o tênis de mesa convencional. 


O jogo é realizado em uma mesa de 1,20m x 2,40m, com proteção em todo o comprimento de suas laterais para que a bola não saia pelo lado, possuindo uma altura até 10cm. A mesa ainda deverá possuir altura suficiente para que uma cadeira de rodas possua fácil acesso. 
A bola utilizada é a plástica de golf, tipo airflow. A raquete deve possuir uma área de batida de 180cm quadrados e um comprimento máximo de 30cm.

 
O jogo é disputado em 11 pontos (jogo curto) ou 21 pontos (jogo longo), onde cada jogador saca 5 vezes em série alternada. A raquete deve manter contato com a mesa (ela é arrastada) e a bolinha deve ser lançada sempre nas bordas laterais. Ganha quem atingir 11 pontos primeiro e caso o jogo empate em 10 a 10 ou 20 a 20, quem fizer o 11o ou o 21o ponto vencerá. Não ocorre a vantagem, desta forma toda a bola ou infração resulta em ponto. Não existe também o pedido de tempo. 

O jogo pode também ser disputado em duplas, a divisão é por classe e não por sexo. Desta forma homens e mulheres participam juntos. Portanto, o Polybat como atividade inclusiva permite que qualquer pessoa, possuindo as mais variadas deficiências e idade pratique. É um jogo simples, com regras fáceis, dinâmico, divertido, que possibilita ao participante uma vivência motora, cognitiva, recreativa e social.

Treinos na ADD: Segunda, quarta e sexta no ginásio Guanandizão no período da manhã. 

 

PARACANOAGEM

A Paracanoagem, canoagem executada por pessoas com deficiência (PCDs), é uma modalidade ainda recente, porém é um excelente esporte a ser praticado, já que dentro de um caiaque ocorre uma igualdade de possibilidades. Juntos, esses têm iguais condições de liberdade para locomoção, sendo que o desempenho técnico e físico depende exclusivamente da própria pessoa. Logo, podemos dizer que dentro de um caiaque as deficiências não aparecem ou são reduzidas.

O praticante pode usar adaptações que auxiliem a sua pratica, sendo ela por segurança ou na melhora do seu rendimento. Estas adaptações podem ser nos barcos ou externas, ou seja, gestos, comunicação por sons especiais, etc.

Em todos os casos, a Paracanoagem pode servir para lazer, recreação e/ou competição. Observando-se alguns aspectos de segurança e tendo um conhecimento da deficiência, todo clube, associação ou escola de canoagem pode atender a pessoa com deficiência.

O trabalho realizado na canoagem com deficientes tem como um dos objetivos: Alcançar a maior autonomia possível durante a prática desse esporte. Assim, com a criação de hábitos e costumes adquiridos na aprendizagem busca-se que o aluno ou atleta consiga, de forma independente, entrar no caiaque, realizar seu treino na água e sair do caiaque, com a menor ajuda possível de terceiros.

Como Funciona a Classificação
Cada esporte determina seu próprio sistema de classificação, baseado nas habilidades funcionais, identificando as áreas chaves que afetam o desempenho para a performance básica do esporte escolhido. A habilidade funcional necessária independe do nível de habilidade ou treinamento adquirido. Um atleta que compete em mais de um esporte recebe uma classificação diferenciada para cada modalidade.


A equipe de classificação pode ser composta por três profissionais da área de saúde: médico, fisioterapeuta e um professor de Educação Física. A classificação é realizada em três estágios: médico, funcional e técnico.

Avaliação Médica
Na parte médica é feito um exame físico para verificar exatamente a patologia do atleta bem como sua inabilidade que afeta a função muscular necessária para um determinado movimento. As informações são descritas em fichas apropriadas e arquivadas no banco de dados do CPB.

Avaliação Funcional
Na avaliação funcional são realizados testes de força muscular, amplitude de movimento articular, mensuração de membros, coordenação motora, evidenciando os resíduos musculares utilizados para a performance na prova.

Avaliação Técnica
Por último vem a avaliação técnica que consiste na demonstração da prova realizada utilizando as adaptações necessárias. São observados os grupos musculares na realização do movimento, técnica utilizada, prótese e ortese utilizada.

Treinos na ADD: Terça, quarta, quinta e sexta no lago do Parque das Nações Indígenas no período da manhã.